DE 500 ml e CIRCULAÇÕES
Vamos, agora, ver como se faz o terceiro e último forno. Este forno, é também indispensável, pois sem ele, não vos será possível fazer a destilação do Primeiro Ser e a volatilização do sal, as digestões e circulações em matrases ou circuladores de 500 ml.
Para vasos de 1 litro podereis fazer um forno um pouco maior mas com o mesmo material empregue na construção deste como podereis observar na respectiva imagem.
Procurai, numa casa da especialidade, uma tigela de barro vidrado ou não, que tenha um diâmetro interno de 10,5 cm e 7 ou 8 cm de altura.
Se tiver menos de 10,5 cm, os matrases (balões) de 500 ml não entram e, se tiver muito mais, fica muito espaço livre para uma retorta de 250 ml, o que é um inconveniente. A medida certa será entre 10,5 e 11 cm. Não vos será difícil consegui-la.
Medi internamente 6 cm a partir do bordo da tigela e fazei aí uma marca com uma caneta de feltro. Medi, agora, o diâmetro interno neste lugar na tigela. Terá, mais ou menos, 10 cm.
Procurai, numa casa da especialidade uma placa de cerâmica refractária para fogões eléctricos que tenha, aproximadamente, o mesmo diâmetro. As casas que vendem fogões eléctricos poderão ter esta peça completa já com a resistência, com cerca de 500 W. Caso contrário tereis de fazê-la vós mesmo ou, então, mandar fazê-la a quem saiba.
Provisoriamente, colocai a placa dentro da tigela. Marcai o nível exacto a que fica a parte superior da placa e depois retirai-a. Dois centímetros acima desta linha, com um berbequim eléctrico e com uma broca de 5 mm apropriada, fazei dois furos na tigela, separados 2,5 cm horizontalmente um do outro. Metei nesses furos pelo lado de dentro da tigela 2 parafusos de latão de 4 mm por 2 cm de comprimento com duas anilhas e duas porcas cada.
Marcai o centro do fundo da tigela e fazei aí um furo de 6 mm de diâmetro.
Adquiri um parafuso de latão de 5 mm de diâmetro, com porca e anilha, com o comprimento suficiente para prender a placa no fundo da tigela.
Metei este parafuso no furo da placa e colocai-a dentro da tigela, tendo o cuidado de encaminhar o parafuso no respectivo furo. Verificai, também, se os fios da resistência ficam do lado dos parafusos laterais e para cima, fora da placa. Metei uma anilha no parafuso central e apertai nele uma porca até ajustar bem, sem apertar demasiado, caso contrário, podereis partir a tigela.
Pegai num dos fios da resistência e enrolai-o, com duas voltas, por baixo da cabeça de um dos parafusos laterais. Fazei a mesma coisa com outro fio, enrolando-o no outro parafuso. Apertai, por cima das anilhas, uma porca em cada parafuso.
Adquiri um cabo eléctrico que tenha num dos extremos uma ficha para ligar à tomada de corrente eléctrica, ou então, adquiri 1,5 m de cabo eléctrico apropriado e colocai-lhe uma ficha macho para 6 A. Separai os fios da outra extremidade, desnudai as pontas e torcei cada um dos fios. Enrolai as pontas do fio aos parafusos, colocai as anilhas e apertai as outras duas porcas.
O forno está pronto para ser utilizado. Este forno será colocado em cima de um pequeno tripé de metal que tenha um anel de 10 cm o qual podereis encontrar numa casa de artigos para laboratório de química.
Como o anterior, também este forno não poderá ser ligado directamente à rede eléctrica, mas sim, através de um regulador electrónico de tensão, o qual vos permitirá regular convenientemente a temperatura do forno em todos os casos.
Este forno servirá para fazerdes destilações com retortas de vidro Pirex de 250 ou 500 ml, digestões e circulações com matrases também de 250 ou 500 ml dependendo do diâmetro da tigela com que o forno foi feito.

Forno eléctrico para retortas de 500 ml
Para este forno recomendamos, para destilações e rectificações uma retorta de 500 ml de bom vidro Pirex, com tubuladura esmerilada IN19 e com um corno direito de 25 cm de comprimento, terminando num esmerilado IN19 macho. O recipiente poderá ser constituído por um balão esférico de 500 ml, com respirador na pança e com uma boca esmerilada IN24 fêmea. A adaptação do balão ao bico do recipiente far-se-á com um redutor IN19/24 com goteira. Também podereis usar uma retorta com o bico curvo.
Actualmente, não é fácil encontrar estas retortas indispensáveis, por isso, tereis de mandar fazê-las a um mestre vidreiro.
Tanto quanto sabemos, os mestres vidreiros têm a tendência de fazê-las com balões esféricos de 250 ou 500 ml, deixando o colo demasiado alto, o que dificulta imenso a destilação. Recomendai-lhe para não deixar nenhuma corcova e colocar o colo o mais baixo possível.
Para circulações e digestões, poderá ser usado um matrás cónico de 500 ml ou um matrás esférico de fundo plano, com esmerilado IN29 fêmea. O vaso de reencontro poderá ser um balão de 250 ml esférico com IN29 macho e um tubo capilar no topo.
Os circuladores deverão ser feitos de acordo com as vossas necessidades tendo sempre em conta o tamanho do forno onde irão ser colocados.
Em todas as junturas deverá sempre ser aplicado silicone não só para facilitar a desmontagem dos vasos como também para melhorar a vedação.
Rubellus Petrinus